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Blog Observador Internacional
 


O Chanceler russo Serguei Lavrov condenou as manipulações e especulações sobre a situação na Síria

 

 


Como exemplo recente falou das declarações desta sexta do secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, citadas por todas grandes mídias do mundo.

Admitiu que pode se tratar de um erro técnico da televisão interna da ONU, e destacou que todos os informativos mostram como se Ban Ki-Moon tivesse afirmado que o mais provável é que a investigação da ONU confirmará o uso de armas químicas na Síria e que Bashar al Assad é culpado de "crimes contra a humanidade".

Destacou também que, na realidade, a parte em que diz "crimes contra a humanidade" estava relacionada com outra notícia, da Comissão dos Direitos Humanos da ONU, onde os experts acusaram ambas as partes do conflito de crimes contra a população civil.

Insistiu que se isto não foi uma falha técnica, então se tratou de uma montagem que deve ser interpretada como uma tentativa premeditada de minar as negociações entre Kerry e ele.



Escrito por Observador às 13h52
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O milagre econômico húngaro, apesar da UE




A inflação na Hungria atingiu os níveis mais baixos desde junho de 1974. Este sucesso foi alcançado no contexto de um debate feroz entre Budapeste e Bruxelas, durante o qual a liderança da UE acusou o governo húngaro de combate insuficiente à crise. Tal situação nos faz tirar uma conclusão não muito agradável para a UE: para manter a situação sob controle é melhor ficar longe de Bruxelas.

Os dados divulgados pelo Bureau Nacional de Estatística da Hungria (KSH) surpreenderam até mesmo os especialistas locais. Em agosto, a taxa de inflação foi de 1,3% com base nos últimos 12 meses. Em julho, esta taxa foi de 1,8%, e os analistas esperavam sua diminuição até, no máximo, 1,7%. Assim, foi registrado um recorde que nos remete para o longínquo ano de 1974 – a idade de ouro do sistema socialista e do Comecon (Conselho para Assistência Econômica Mútua).

Como aconteceu, então, que a inflação na Hungria em tempo de crise financeira que atingiu toda a União Europeia, chegou ao nível da era do socialismo de Estado com sua economia planificada e regulação administrativa dos preços? Será que os programas anticrise da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do FMI, demonstraram finalmente sua eficácia nem que seja num país só? Infelizmente para os funcionários de Bruxelas, as suas receitas de dura disciplina fiscal e reforço das funções de supervisão do BCE não tiveram nada a ver com isso. A inflação recuou não perante Bruxelas, mas perante as medidas anticrise do gabinete húngaro.

Podemos ter opiniões diferentes sobre as aspirações políticas do carismático primeiro-ministro húngaro Viktor Orban, mas não se lhe pode recusar determinação econômica e consistência: uma vez escolhida a linha de transformações socioeconómicas nacionalmente orientadas, ele realiza-as ignorando os gritos de Bruxelas. Em particular, no âmbito das medidas nacionais de combate à crise, a partir de janeiro de 2013 o gabinete diminuiu em 10% os preços de venda de gás, eletricidade e aquecimento, ordenando que as respectivas “sociedades de gestão” cobrissem as despesas à sua conta.

Na UE começaram a falar de subversão dos princípios da economia de mercado, de não cumprimento das recomendações da Comissão Europeia e de populismo mas, em resposta, o governo de Orban prometeu repetir tal medida em 01 de novembro. Quanto ao desempenho econômico da Hungria, até mesmo a agência oficial da UE, a Eurostat, é forçada a admitir que o país saiu da recessão, o governo consegue manter o déficit orçamental dentro do limite de 3% do produto interno bruto, imposto pela UE, e até o final do ano está prevista a retomada de um crescimento econômico estável. O professor da Academia Russa de Finanças Boris Rubtsov diz:

“Os eventos de hoje ressaltam que, em alguns casos, os países europeus realmente fariam melhor em preservar a autonomia da sua política monetária e de crédito. Seria mais vantajoso. Mas cada caso concreto deve ser tratado separadamente. Alguns países da Europa de Leste (incluindo a Hungria), nesta fase, não têm o desejo de aderir à zona do euro. É sua posição objetiva.”

O “milagre econômico húngaro”, do qual já começaram falando alguns especialistas, pode forçar a UE e outras instituições a repensarem seus conceitos globais, especialmente os que têm a ver com o papel e o lugar de toda a Europa do Leste. Afinal, como mostraram os acontecimentos dos últimos anos, o principal impacto da crise não a atingiu, mas sim os países como a Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda. Segundo notou neste contexto, numa entrevista à Voz da Rússia, o perito do Instituto de Economia da Academia de Ciências da Rússia Viacheslav Senchagov, todos violavam normas financeiras e econômicas, mas os europeus de Leste acabaram por ser mais cautelosos do que os seus homólogos da Europa Ocidental na União Europeia:

“Todos conhecem as normas dos tratados de Maastricht, os critérios de agregação de países na zona do euro, os critérios de desempenho de instituições individuais. Mas eles eram absolutamente desobedecidos. Parece-me que os países da Europa do Leste, por incrível que pareça, não aceleraram tanto esses mesmos empréstimos.”

“O Ocidente está vivendo uma crise e falta de liderança, ele está em busca de respostas para uma série de novas perguntas”, foi assim que caracterizou a situação atual hoje na Europa e em todo o mundo a edição norte-americana The American Interest. E não admira que alguns países europeus estejam tentando resolver os problemas emergentes com base em suas próprias ideias e conceitos. A Hungria parece ter-se tornado a “primeira andorinha” neste caminho.



Escrito por Observador às 11h42
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"A Rússia desmascarou o blefe norte-americano"

 

A atual situação na Síria, o cerco dos rebeldes ao povoado cristão de Maaloula, a relação da população com a Rússia e com o Ocidente foram comentados à Voz da Rússia pelo jornalista e correspondente de guerra italiano Gian Micalessin, que presenciou os acontecimentos.

– Nos últimos dias se tem falado muito da tomada pelos rebeldes armados sírios do povoado de Maaloula. Como está atualmente essa situação?

– Está tudo bastante triste, porque o povoado foi abandonado pelos representantes das comunidades cristãs. Contudo, recordemos que se trata do povoado cristão mais antigo, onde se falava aramaico, a língua de Cristo. No sábado, o Exército tentou, sem sucesso, realizar uma operação para a sua libertação. Eu também participei. Os blindados e os soldados entraram com a alvorada, mas não conseguiram avançar em profundidade porque ficaram sob fogo dos militantes da Al-Qaeda que se entrincheiraram em posições mais elevadas, nas escarpas perto do Mosteiro de São Sérgio e São Baco. Os tanques ficaram atacados porque na estrada de montanha foi despejado petróleo bruto. A ofensiva falhou. Nesse momento, os rebeldes voltaram ao povoado e realizaram represálias. Por colaboração com o governo, eles mataram três cristãos da família Tarab, cujo funeral se realizou esta manhã em Damasco. Uma multidão enorme ocupou as ruas da parte velha da cidade. Os soldados de Damasco e os refugiados de Maaloula choravam os seus novos mártires. Depois teve lugar a cerimônia fúnebre religiosa numa igreja greco-católica na parte velha de Damasco. Os três caixões entraram na igreja aos ombros do povo que chorava. A dor, a tristeza e o medo alastraram a todo o povoado, um símbolo do Cristianismo, depois de ele ter ficado nas mãos dos militantes da Al-Qaeda.

– Como se sabe, os cristãos sírios estão muito preocupados com a possível intervenção norte-americana.

– Os cristãos não percebem os motivos da intervenção americana, especialmente na véspera do 11 de setembro. Porque é que é preciso atacar a Síria, onde atua a Al-Qaeda, o principal inimigo dos cristãos? Se o governo sírio cair, é bem possível que a capital e a maior parte do território fique sob controle da oposição. “Eu tenho pena dos cristãos e dos governos europeus que não percebem que depois de nós eles irão atingi-los a eles”, disse-me um sacerdote de Maaloula.

– Parece-lhe que será possível provar os fatos do ataque químico de 21 de agosto?

– Isso é muito difícil. O governo não tem o monopólio das armas químicas. Recordo que Carla Del Ponte, da Comissão da ONU, referiu no início de maio a responsabilidade dos rebeldes por ataques com armas químicas, nomeadamente em Aleppo no ano passado. Em seguida, em finais de junho foram descobertos no Iraque dois laboratórios da Al-Nusra e da Al-Qaeda onde eram fabricadas armas químicas alegadamente semelhantes às usadas nas zonas de Guta e de Jobar. No início de junho, os serviços secretos turcos encontraram em casa de um membro da Al-Nusra na Turquia uma garrafa com gás sarin. Há muitos indícios desse tipo.

Na frente de Jobar as linhas da oposição e das tropas governamentais estavam separadas por duzentos metros e o uso de gás nessa zona iria, sem dúvida, afetar as unidades militares. As áreas militares e pacíficas de Damasco são adjacentes. As áreas onde o gás teria sido usado ficam a dois passos dos bairros residenciais sob controle do governo.

Nesta situação, as armas químicas dificilmente trazem vantagens a alguém. Além disso, um ataque químico é eficaz se logo em seguida é realizada uma ofensiva de infantaria para essa área, o que não aconteceu. Temos de referir que a ofensiva já dura realmente há vários meses. Uma série de zonas já foram reconquistadas. Com que objetivo iria o governo usar gás em zonas onde já estava em vantagem, ainda por cima nos dias em lá se encontravam os inspetores da ONU? Do ponto de vista político, isso seria equivalente a um suicídio, pois os EUA já tinham dado a entender que em caso de um ataque com armas químicas a sua reação militar seria imediata. Por isso, na minha opinião, a procura de provas dos ataques com armas químicas ficará envolta no fumo da guerra, como sempre.

– Abordemos os sentimentos do povo em geral. Como é vista aqui a posição mediadora do ministro das Relações Exteriores da Rússia Serguei Lavrov?

– Os sírios e os cidadãos próximos do governo estão convencidos que a Rússia e Assad colocaram finalmente a administração Obama entre a espada e a parede. Se os EUA já decidiram atacar, eles hão-de encontrar um pretexto para atacar. Por outro lado, se os EUA não atacarem, isso significa que não foram encontradas provas do ataque com armas químicas e que a Rússia desmascarou o blefe norte-americano.

– Qual é a sua opinião acerca da proposta de Lavrov para a supervisão internacional das armas químicas do governo sírio?

– Eu penso que é uma excelente proposta feita na altura certa. Dessa forma a Rússia reforçou o seu prestígio. Recordemos que Obama chegou a afirmar que Putin, como político, não merecia ser ouvido pelas democracias ocidentais. Mas eis que Putin, ao invés do detentor do Prêmio Nobel da Paz, demonstrou que ele é o único capaz de dar um passo no caminho da paz e satisfazer os anseios do Papa por uma regulação pacífica da situação. Foi Putin, e não os cépticos ocupantes da Casa Branca, que se revelou como um verdadeiro líder em política internacional.

– Teve ocasião de falar com os rebeldes? É muito usado precisamente esse termo “rebeldes”, nunca especificando quem eles são na realidade.

– Os rebeldes são um mundo complexo que tem tido uma evolução negativa. No início, essa categoria de pessoas era muito abrangente: ela incluía muitos cristãos e a população urbana sob influência do governo. Todos eles não se rebelavam propriamente, mas sobretudo protestavam – organizavam manifestações, acreditavam em mudanças democráticas na estrutura do regime, o que dificilmente seria possível. Mas, numa determinada altura, eles perceberam que uma revolução pacífica não era possível e no meio dos comícios começaram a surgir armas. As fileiras dos descontentes se dividiram: alguns cederam, outros continuam uma luta radicalizada. Nessa altura se verificou que por trás dos slogans de democracia e liberdade estava o fanatismo dos grupos de islamitas armados apoiados militar e financeiramente pela Arábia Saudita e pelo Qatar. Parte dos antigos manifestantes recuou ainda mais quando descobriu que esses grupos islamitas, que aspiram à hegemonia militar, pertencem à organização internacional da jihade vieram da Chechênia, do Iraque, do Afeganistão e de uma série de outros focos do fundamentalismo militante. Os partidários da democracia tiveram, então, de adiar o caminho de luta pela liberdade e unir esforços com o governo, escolhendo o mal menor nesta guerra cruel.

– O jornalista do jornal La Stampa Domenico Quirico, que foi recentemente liberado das mãos dos extremistas, declarou que a Síria é um país onde venceu o mal. Comente essa ideia, por favor.

– Isso não é totalmente verdade. Claro que ele viveu uma tragédia pessoal e encarou o próprio mal. Mas nem toda a Síria está totalmente em poder do mal. Este é também um país de grande humanismo, um povo inteiro que, mesmo nestes momentos difíceis, te recebe de forma hospitaleira, com um sorriso. Não devemos confundir o que invadiu esse país com o resto do seu povo, que sofre e que não quer ter nada a ver com esse mal.



Escrito por Observador às 11h34
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O CAIRO, DAMASCO, E A HIPOCRISIA NORTE-AMERICANA


 

Por Mauro Santayana


John Kerry anunciou esta semana, na Casa Branca, que os Estados Unidos têm “provas irrefutáveis” do uso de armas químicas pelo Governo Sírio. Traços de gás Sarin teriam sido encontrados no sangue e nos cabelos de voluntários que participaram do resgate de civis atingidos logo após um suposto ataque do governo contra rebeldes no dia 21 de um agosto.


Já vimos esse filme.  O uso de armas de destruição em massa pelo governo de Saddam Hussein também foi apresentado de forma inconteste e irrefutável pelo governo norte-americano.

Em nome dessa “certeza”, o Iraque foi bombardeado e invadido, suas defesas foram destruídas por corajosos jogadores de vídeo-game instalados a bordo de aviões e porta-aviões, sem um único combate corpo a corpo, e morreram milhares de crianças e civis iraquianos.

E até hoje nem uma única arma de destruição em massa foi encontrada - apesar de milhares de soldados norte-americanos terem também sido mortos ou feridos, tentando ocupar o território virtualmente “conquistado”, de onde os EUA já se retiraram, depois de centenas de bilhões de dólares em gastos.

Na época, o inspetor da ONU Hans Blix – que deu uma entrevista esta semana ao jornal britânico The Guardian dizendo que não há justificativa para um ataque ocidental à Síria – negou que houvesse armas de destruição em massa no Iraque e teve sua missão em Bagdá interrompida pelos bombardeios norte-americanos.

Os EUA costumam usar, sem nenhum escrúpulo, seus eventuais aliados, e depois livrar-se deles sem nenhuma consideração moral ou ética.

Foi assim, quando se aliaram a Saddam armando-o na guerra contra o Irã, para depois destruir o seu regime sob um pretexto falso, e persegui-lo até a execução de sua sentença de morte por enforcamento, no dia 30 de dezembro de 2006 em Bagdá.

Foi assim que fizeram com Osama Bin-Laden – com cuja família os Bush tinham negócios - depois de apoiá-lo na guerrilha contra os russos no Afeganistão, até cercá-lo e abatê-lo desarmado, na frente de sua família, no dia 2 de maio de 2011, em Abbotabad, no Paquistão.

E foi assim que aconteceu também com Muamar Kadhaffi, capturado de mãos nuas e espancado brutalmente até a morte, em 20 de outubro do mesmo ano, em Sirte, na Líbia, a ponto de ter seu corpo transformado em um hambúrguer diante das câmeras de seus verdugos, armados pelos mesmos países ocidentais que antes o recebiam e apoiavam. 
   

Agora, a história se repete. Os EUA e as grandes redes de meios de comunicação do ocidente  procuram desqualificar a denúncia da inspetora da ONU Carla Del Ponte, de que teria levantado evidências, na Síria, de que gás Sarin estaria, na verdade, sendo usado pelos “rebeldes”, apoiados pelo Ocidente, com a intenção de culpar o governo de Bashar Al Assad pelo seu uso.

Ao invadir outros países sem provas e sem autorização das Nações Unidas, os Estados Unidos agem como os nazistas, que deram início à Segunda Guerra Mundial com uma farsa que completou há três dias exatos 74 anos.

No dia 31 de agosto de 1939 a SS nazista simulou a invasão de uma rádio de língua alemã, na cidadezinha fronteiriça de Gleiwitz, por tropas do exército polonês, para divulgar uma falsa  mensagem conclamando a população da Silésia a se revoltar contra Hitler.

Para dar o máximo de verossimilhança aos fatos, os oficiais de Himmler, disfarçados de soldados poloneses, levaram com eles, também vestidos com os mesmos uniformes, 12 prisioneiros de campos de extermínio, que foram abatidos no local, ao final da operação, para que seus cadáveres servissem de prova da suposta ”invasão” polonesa.  No dia seguinte, 1 de setembro de 1939, as tropas de Hitler, já agrupadas na fronteira, invadiriam a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial.

Ressabiado, talvez, pela participação – sem provas que a justificassem – da Grã Bretanha na Guerra do  Iraque, o Parlamento inglês negou na última semana ao Primeiro-Ministro James Cameron autorização para participar do ataque à Síria.

O mundo espera que o Congresso dos EUA, obedecendo à opinião da maioria da população norte-americana, tome atitude semelhante. E que Obama recue, como pode acabar fazendo, de seu plano contra a Siria, estabelecido, como afirmou John Kerry, em sua entrevista na Casa Branca, para “mandar uma firme mensagem” a outros países, como a Coréia do Norte e o Irã. 


Não se pode aceitar que a mesma nação que apóia e financia, com bilhões de dólares, o exército golpista egípcio - para que seus soldados massacrem a população civil nas ruas do Cairo - ataque ou bombardeie Damasco, sob pretexto de defender a liberdade.


Escrito por Observador às 13h15
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Golpe contra a Síria enterrará Organização das Nações Unidas

 


Um eventual golpe contra a Síria poderá provocar uma nova onda de violência e fazer alastrar o conflito para fora do país, diz o presidente da Rússia, Vladimir Putin, num artigo publicado no jornal The New York Times.

Vladimir Putin dirigiu-se diretamente ao povo dos EUA e aos políticos americanos, expondo a posição russa em relação à situação no mundo e à situação em torno da Síria. “O potencial golpe dos Estados Unidos contra a Síria, apesar da posição crítica de muitos países e líderes políticos e religiosos, inclusive do Sumo Pontífice, levará a um número ainda maior de vítimas inocentes, à escalada e à potencial propagação do conflito para fora das fronteiras da Síria”, escreve o presidente russo. O uso da força contornando o Conselho de Segurança da ONU, na opinião de Vladimir Putin, encerra também um perigo de esta estrutura repetir o destino da Liga das Nações, que se desmoronou por falta de alavancas reais de influência na situação internacional.

Nervosismo de Obama

Os americanos começam a dar-se conta de falta de perspetivas da intervenção militar no conflito sírio, considera o diretor do Instituto de Planeamento Estratégico, Alexander Gusev. Mas uma parte considerável da elite política, nas palavras do perito, não entende isso:

“A direção política dos Estados Unidos tem uma posição bastante agressiva. Os republicanos impelem os democratas, com Barack Obama à cabeça, a impor a democracia americana na Síria. A Rússia ocupa uma posição coerente e construtiva em relação à Síria, compreendendo a importância da solução deste conflito por meios políticos. Nenhum Estado do mundo deve intervir agressivamente nos assuntos internos de um outro Estado”.

Crise síria: a vitória temporária da diplomacia

Vários peritos destacam que a iniciativa da Rússia de submeter as reservas de armas químicas na Síria ao controle internacional provoca uma reação positiva na sociedade americana e na Administração Obama, que não tem grande vontade de intervir na guerra. Tanto mais, como apontou Vladimir Putin em seu artigo, “ninguém duvida que na Síria foram aplicadas armas químicas. Mas há todas as razões para considerar que gás tóxico foi utilizado não pelo exército sírio, mas sim pelas forças oposicionistas para provocar uma intervenção dos seus fortes protetores estrangeiros que, neste caso, apoiarão, no fundo, os fundamentalistas”.

Síria: uma oportunidade de viver em paz

A renúncia dos Estados Unidos à intervenção militar e a conjugação de esforços na solução política do conflito sírio não apenas ajudarão a evitar mais vítimas no Oriente Médio, mas também contribuirão para melhorar as relações entre os nossos países, tem a certeza o diretor dos Instituto dos EUA e do Canadá, Serguei Rogov:

“Surge uma possibilidade única de avançar, resolvendo politicamente o problema sírio. Tal poderá alterar cardinalmente as relações russo-americanas no caso de podermos em conjunto e sob a égide da ONU prevenir a utilização de armas químicas na Síria e, posteriormente, organizar a sua destruição”.

Como ressalta o perito, são bastante grandes as hipóteses de a Rússia e os Estados Unidos conseguirem elaborar uma posição conjunta. A mensagem direta do presidente russo à opinião pública americana cria condições mais favoráveis para encontrar um compromisso.



Escrito por Observador às 13h10
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